sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Fazer escolhas!

Escolher parece tão fácil; partimos do princípio lógico que já que escolhemos não tem como dar errado.
Mas não funciona bem assim; pelo menos não comigo!
Eu escolhi começar uma dieta. Na verdade escolhi há 14 anos, quando minha filha nasceu e eu estava 31 kg acima do meu peso. Mas entre a minha escolha e a concretização do fato, muita coisa aconteceu, inclusive o fato de não emagrecer. Cruel.
Aliás, depois que cruzei o limiar do peso ideal, percebi que existe uma grande discriminação com os Gordos. Mas isso fica pra uma outra conversa.
Quero falar mesmo é sobre as escolhas. Pois bem, escolhi novamente depois que o endócrino quase me arrastou para a mesa de cirugia, fazer dieta.
E quem falou que é fácil cumprir o que se escolheu? O primeiro dia não foi propriamente fácil, mas eu sobrevivi. Estilo "Só por hoje". O segundo dia foi bem difícil, estressante, com direito a mau humor. Meu marido, coitado, é que sabe como eu estava. Mas superado. O terceiro dia foi incrivelmente DIFÍCIL. Tive MUITA FOME. Muita mesmo. Cansaço, desânimo e uma imensa vontade de desistir. O mau humor não estava presente, mas seria melhor se estivesse. O quarto dia começou bem e transcorreu sem maiores problemas. Optei por almoçar um sanduba, tudo dentro do permitido; mas o meu jantar é que me deixou animada e feliz. O prato ficou lindo e variado. Foi nesse momento que percebi que é possível cumprir as escolhas feitas. Mas com sacrifícios, que fique bem claro. E hoje no quinto dia, fazendo a substituição do medicamento do diabetes, fui surpreendida por uma hipoglicemia forte. Para acelerar a subida da glicose, 4 balinhas que consumiram 80 notas do meu total de 500. Foi uma situação de emergência e absolutamente necessário consumir as balas. Pela dieta, posso comer "de um tudo", mas o objetivo é realmente promover uma reeducação alimentar e não tratar minha ansiedade com comida. O melhor de tudo é que sentir o gosto do açúcar não me deu vontade de desistir. Até tentei não consumir a quarta bala, mas meu marido estava tão desesperado que não quis me ouvir. Sei que foi por amor e não vou ficar paranóica por causa das 80 notas, mesmo achando que a noite precisarei delas.

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